Construtora e Incorporadora Cyrela queda nas vendas
Cyrela confirma recuo do setor e apresenta queda de 43% nas vendas
Com uma queda de 43% nas vendas, a líder Cyrela confirmou a desaceleração nas vendas das empresas de construção no terceiro trimestre. O ritmo acelerado que as companhias do setor tiveram no primeiro semestre do ano não foi mantido. A queda média das vendas contratadas de seis empresas que divulgaram prévia dos resultados é de 25% em relação aos três meses anteriores.
As vendas contratadas da Cyrela somaram R$ 697 milhões de julho a setembro, contra R$ 1,27 bilhão no trimestre anterior. Somadas com os parceiros, as vendas chegaram a R$ 1,1 bilhão, 45,4% abaixo dos R$ 1,940 bilhão registrados entre abril e junho. A velocidade de vendas ficou em 25%, em linha com Rossi (25%) e MRV (22%), mas abaixo da PDG (31%).
Das vendas anunciadas, 21% ficaram no segmento luxo, 26% no médio/alto, 18% no médio e 36% entre econômico e supereconômico, onde a companhia atua com a bandeira Living.
Relatório do Credit Suisse sobre a prévia de resultados da Cyrela afirma que os números também vieram cerca de 8% abaixo das previsões. "O quarto trimestre deve ser muito mais fraco. As companhias com grande exposição a alta renda tem um risco maior de desapontar na performance de vendas", escreveu o Marcelo Telles. "Pode haver uma nova revisão das projeções de lançamentos dessas empresas, incluindo a Cyrela."
Quando comparados ao terceiro trimestre do ano passado, os resultados são todos positivos - prova de que o setor avançou para um novo patamar -, mas, até agora, ninguém conseguiu ultrapassar as vendas do segundo trimestre. As vendas contratadas da PDG Realty, que tem participação em várias empresas, somaram R$ 448 milhões, queda de 5,10% sobre o trimestre anterior.
A MRV, tradicional no segmento econômico, apresentou vendas de R$ 480,7 milhões, uma queda de 11,6% nas vendas contratadas em comparação ao trimestre anterior. Na Rodobens, também voltada à baixa renda, as vendas foram de R$ 103 milhões, uma retração de 46% sobre o segundo trimestre.
A Klabin Segall, que atua nos segmentos médio e alto, teve recuo de 25,8% de um trimestre para outro nas vendas contratadas. A Rossi, com atuação mista, teve queda de 24,1% nas vendas exclusivas da companhia no período.
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