E-commerce B2B no Brasil
No Brasil, o cenário de comércio eletrônico business-to-business (B2B) tem se modificado devido à proliferação dos e-marketplaces. Veja as vantagens e desvantagens desse novo modelo de negócios
No Brasil, o cenário de comércio eletrônico business-to-business (B2B) tem se modificado devido à proliferação dos e-marketplaces. Definimos e-marketplace, também chamado de "net market maker", B2B exchange, portal B2B ou portal vertical como sites de comércio online many-to-many, que agregam fornecedores e compradores múltiplos por meio de um único centro de negociação. O e-marketplace traz várias vantagens para as empresas, tais como:
1. A redução de custos através de melhores negociações;
2. O valor da Web como um canal para alcançar mais clientes;
3. A redução de horas de procura e negociação.
Muitos segmentos, especialmente os menos automatizados, têm se lançado neste mercado de uma maneira bastante otimista. Por exemplo, no segmento de saúde temos o Medmundo, o eHealthLA, e o Genexis. Mas há uma razão para esse otimismo. O Yankee Group, em sua recente pesquisa com empresas e e-marketplaces, estima que em 2004 os e-marketplaces gerarão US$ 5,9 bilhões em transações, o que representará 14,4% de todo comércio eletrônico B2B no Brasil.
Acreditamos que os e-marketplaces devem estar preparados para uma série de desafios para que sejam bem sucedidos, alguns dos quais destacamos:
* Educar as empresas para que adotem esta nova forma de negociar;
* Garantir a maior gama de produtos que atendam às necessidades de compradores e vendedores;
* Unificar a oferta de produtos para facilitar as transações;
* Manter as informações atualizadas;
* Oferecer informações de importação/exportação, caso tenham uma estratégia pan-regional;
Atualmente, o negócio de e-marketplaces B2B está em fase inicial de desenvolvimento e a maior preocupação dos e-marketplaces tem sido um aumento na sua base de clientes. Mas, com um maior desenvolvimento deste mercado, veremos maior diferenciação e receita vindas da oferta de mais serviços de valor adicionado, como por exemplo catálogos e meios de pagamentos.
* Luciana Aoki Hayashi é analista do Yankee Group
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